Gustavo Soares dos SantosPsicólogo · CRP 06/160892
Publicado em 19 de outubro de 2026
Muita gente adia começar a terapia por medo de "escolher errado". A boa notícia é que existem critérios simples para decidir com mais segurança, e que a primeira conversa serve justamente para você sentir se faz sentido.
1. Confira o registro profissional
Todo psicólogo precisa ter registro ativo no Conselho Regional de Psicologia (CRP). O número aparece depois do nome, no formato "CRP 06/160892". Você pode conferir se o registro existe no Cadastro Nacional de Profissionais de Psicologia, do Conselho Federal, na opção "Consultar Psicólogas(os)".
2. Pergunte como o trabalho acontece
A psicologia tem diferentes abordagens (por exemplo, psicanálise, humanista, comportamental, entre outras). Não existe uma melhor para todas as pessoas. Vale perguntar, com naturalidade, como o profissional costuma trabalhar, como são as sessões e o que esperar do processo. Um bom profissional explica sem pressa.
3. Deixe os combinados claros desde o início
- dia, horário e duração das sessões;
- frequência (semanal, quinzenal);
- onde acontece, ou qual plataforma, no caso do atendimento online;
- como funcionam remarcações e cancelamentos;
- como e quando é feito o pagamento.
Quando esses pontos ficam combinados antes, a terapia fica mais tranquila para os dois lados.
4. Entenda como funciona o sigilo
O sigilo é um dever profissional: o que você conta não é repassado a terceiros. Existem exceções previstas no Código de Ética, como situações de risco grave, e o profissional deve explicar isso com clareza. Se essa conversa não acontecer, vale perguntar.
5. Online ou presencial?
Depende da sua realidade e do seu caso. O atendimento online facilita a rotina e a distância, e pede um lugar com privacidade e uma conexão estável. O presencial pode ser preferível para algumas pessoas. A indicação é avaliada junto com o profissional na primeira conversa.
6. Sinta se há conforto e confiança
A relação com o profissional pesa bastante no processo. É normal conversar com mais de um psicólogo antes de decidir, e não há problema em dizer que não houve afinidade. Também não é preciso chegar sabendo explicar tudo: você pode começar pelo que for possível.
Sinais de alerta
- promessa de cura ou de resultado garantido;
- ausência de registro no CRP, ou recusa em informá-lo;
- orientação para interromper ou trocar medicação (isso é decisão médica);
- pressão para fechar um pacote ou continuar sem que o processo esteja claro;
- quebra de sigilo, ou conversas que misturam a relação profissional com a pessoal.
Perguntas para fazer na primeira conversa
- Como você trabalha, e como costumam ser as sessões?
- O meu caso é algo que pode ser acompanhado por psicoterapia, ou precisa de outro tipo de ajuda também?
- Como funciona o sigilo?
- Como ficam horários, frequência e cancelamentos?
- Em quanto tempo costumamos avaliar se o processo está me ajudando?
E se eu já faço terapia e penso em mudar?
Você não precisa justificar a decisão. Pode conversar com um novo profissional sobre o que busca, e o que contar sobre acompanhamentos anteriores é escolha sua.
Fontes e referências
- Conselho Federal de Psicologia. Código de Ética Profissional do Psicólogo (Resolução CFP nº 010/2005).
- Cadastro Nacional de Profissionais de Psicologia: cadastro.cfp.org.br.
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Conteúdo informativo, escrito por Gustavo Soares dos Santos, psicólogo (CRP 06/160892). Não substitui avaliação individual.
